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Definição e Diagnostico



O H DA FACE
Condições climáticas e geográficas contribuem para maior incidência de câncer de pele entre soteropolitanos

Matéria sobre câncer de pele com a participação de Dr. Leonardo Kruschewsky.

O câncer de pele é o mais comum no Brasil. Estima-se que em 2012 sejam registrados cerca de 134 mil novos casos da doença. Em Salvador, a ocorrência de novos casos também é alta. Graças à localização da cidade, sua luminosidade e a incidência de raios ultravioletas, os soteropolitanos ficam mais expostos ao sol, principal fator de risco da doença. Com o comprometimento da camada de ozônio, em função da emissão de poluentes, a situação fica ainda mais grave, exigindo mais cuidados e atenção. Entre as regiões do corpo mais afetadas pelo câncer de pele está o rosto e, é aqui que se encontra o H da questão.

Câncer de pele: tipos, fatores de risco e incidência
Imagens

Imagens 01 e 02 – Ilustrações de câncer de pele não melanoma.

O câncer de pele pode se manifestar na forma não melanoma ou melanoma. No primeiro caso pode apresentar tumores de linhagens distintas, como o carcinoma basocelular e o carcinoma epidermoide, responsáveis, respectivamente por cerca de 70% e 25% dos casos de câncer de pele. Já o melanoma, tipo mais agressivo da doença, tem origem nos melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina, substância responsável pela pigmentação da pele.

A doença tem como causas e fatores de risco a predisposição genética, a exposição a elementos ambientais (como a radiação ionizante) ou a produtos químicos (como o arsênico). Mas o principal fator de risco ainda é a exposição aos raios ultravioletas (UV). Por isso, é importante adotar medidas preventivas e evitar a exposição excessiva, principalmente, durante o verão, quando a incidência de raios UV é maior.

Imagens 03 e 04 – Ilustração de exposição solar excessiva e seus efeitos na pele.

Especialistas lembram que o surgimento de câncer de pele é mais comum entre adultos acima de 40 anos e pessoas com pele, olhos e cabelos claros. Mas isso não significa que somente pessoas claras possam desenvolver câncer de pele. Além disso, destacam que os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos, de modo que, mesmo deixando de se expor, a pessoa pode apresentar a doença em função dos hábitos nutridos na infância ou juventude, por exemplo. “É preciso que as pessoas tenham uma postura preventiva, ou seja, evitem a exposição excessiva e usem sempre protetor solar. Isso é importante para todos, independente da cor da pele ou da idade. Insistir com os filhos, por exemplo, para que se protejam do sol e aprendam a prevenir-se da emissão dos raios solares é antes de tudo, hoje em dia, um ato de amor.”, afirma o cirurgião Leonardo Kruschewsky.

Imagens 05 e 06 – Ilustração do chamado H da face, o H na horizontal, região de maior exposição solar durante a vida e por isto mesmo de maior risco de incidência de câncer de pele.

Câncer de pele na face: o H da questão

Os médicos destacam que a incidência de câncer de pele é maior na região da cabeça e do pescoço. “A face é a região que fica mais exposta ao sol. Principalmente o chamado H da face, o H na posição horizontal, ou seja, o H deitado”, ressalta Leonardo Kruschewsky.
A região do “H deitado” compreende a testa e as pálpebras, o nariz e as maçãs do rosto, estendendo-se até as orelhas e, caracteriza-se como a região da face em que o sol incide de forma direta, ocasionando o aparecimento de sinais, manchas ou tumores. Por isso, é importante que as pessoas tomem bastante cuidado com o rosto, principalmente durante o verão, quando há maior tendência a exposição ao sol forte e calor. “É importante que as pessoas se lembrem e tenham em mente que os malefícios do sol de hoje, deste verão, só serão sentidas daqui há alguns anos. Por isso, as crianças que, muitas vezes, não tem esta noção de temporalidade, de futuro, devem ser cuidadas com mais atenção pelos pais”, lembra Kruschewsky.

Para a prevenção, vale usar sempre protetor solar e abusar de chapéus e bonés. Como a região da face é mais sensível e fica mais exposta, recomenda-se utilizar protetores específicos para o rosto, de preferência com fator de proteção solar (FPS) maior que o utilizado no corpo, que deve ser no mínimo 15.

Sinais

Imagens 07, 08 e 09. Representações de casos de pacientes com câncer de pele. Especificamente a imagem 09 revela um caso sugestivo de melanoma, com sua hiperconcentração de células melanocíticas bem retratada.

Como é comum nos diagnósticos de câncer, a doença é silenciosa. Os sinais não são alarmantes, mas podem ser percebidos se houver atenção. O primeiro indício da doença costuma ser uma elevação brilhante, com coloração que pode variar entre translúcida, avermelhada, castanha ou multicolorida na pele. A ocorrência de pintas, pretas ou castanhas, de formato e bordas irregulares também é um sinal, assim como o surgimento de manchas ou feridas que, além de crescer continuamente, provocam coceira, irritação, ulceras ou sangramentos.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico de câncer de pele normalmente acontece a partir de um exame físico, seguido por biopsia. Uma vez confirmado que a lesão é um câncer de pele, deve ser realizada a intervenção cirúrgica a fim de remover, completamente, o tumor. “É importante atentar para o fato de que não há uma série de tratamentos para câncer de pele. Na verdade aí está o perigo. Apelar para outros tratamentos, que não a cirurgia pode, muitas vezes, apenas mascarar a doença. Esses tipos de tratamentos não cirúrgicos só deve ser feita por médico especialista e com muito critério, pois, pode não curar e permite a reincidência, de forma mais agressiva e, agora, de difícil tratamento cirúrgico” alerta Leonardo Kruschewsky.

Isso vale tanto para o câncer do tipo não melanoma quanto para o melanoma, que é a forma mais agressiva da doença. Não havendo metástase, as chances de cura
são altas. Em alguns casos, o paciente pode ter de passar por radioterapia para a continuidade do tratamento.

Imagens 10 e 11. Ilustração de medidas de proteção para o câncer de pele.

Prevenção
Para os médicos, a melhor opção no combate ao câncer de pele ainda é a prevenção. Assim, é recomendado que as pessoas mantenham alguns cuidados e hábitos com o objetivo de evitar a doença. Caso ela aconteça, esses hábitos podem ajudar na obtenção de um diagnóstico rápido e consequente aumento das chances de cura. Algumas dicas são:

  • Examine regularmente sua pele. Em frente a um espelho, verifique todo o corpo, desde a cabeça até os pés. Observe se nota algum sinal, pinta ou mancha estranha.
  • Verifique também as costas e o couro cabeludo. Nesses casos, é interessante utilizar um espelho.
  • Observe, principalmente, sinais, pintas ou verrugas escuras. Veja se elas apresentam irregularidade no formato, variação de cor ou textura.
  • Atente para o surgimento de manchas ou nodoas que causam coceiras por mais de quatro semanas ou sangramento. Se isso acontecer, procure um médico.

Além do autoexame, é fundamental que se tenha uma postura preventiva, cultivando hábitos como:

  • Evite exposição ao sol entre as 10h e às 16h. No horário de verão, é importante ampliar essa faixa de horário.
  • Use protetor solar sempre, com fator de proteção de no mínimo 15FPS.
    Reaplique o protetor solar a cada 2 horas, mesmo se estiver utilizando um produto à prova d’água.
  • Para proteger o rosto, use protetor solar e abuse de chapéus ou bonés. Além de proteger a pele, você protegerá seus olhos.
  • Evite exposição repetida ou por tempo prolongado.

E o mais importante “tenha seu dermatologista e faça pelo menos uma consulta anual para que este especialista observe toda sua pele e com a experiência dele avalie que lesões devem ser acompanhadas ou removidas”, indica Leonardo Kruschewsky.

Agradecimentos a Tatiany Carvalho, Janine Falcão e Fernanda Carvalho.




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