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Cresce número de fratura de face em homens



O número de fraturas de face tem aumentando significativamente nos últimos anos. Entre as causas para a elevação desses índices está o crescimento dos indicadores de acidentes de trânsito, que tem como principais vítimas jovens do sexo masculino, de até 25 anos.

De acordo com o Ministério da Justiça, estima-se que entre 1998 e 2008 o aumento dos casos de acidentes de trânsito envolvendo jovens cresceu cerca de 32%. “As principais causas de trauma de face estão relacionadas a acidentes automobilísticos e agressões físicas. Outros motivadores são a prática, cada vez mais frequente, de esportes classificados
como radicais e o aumento da longevidade que, através das quedas da própria altura, contribui para o incremento das estatísticas”, afirma Leonardo Kruschewsky, cirurgião de cabeça e pescoço.

Os traumas na face, assim como as fraturas decorrentes, são predominantes entre os jovens do sexo masculino “os homens tem cerca de cinco vezes mais eventos traumáticos na face que as mulheres, sobretudo os homens jovens que, eventualmente, se expõem mais a situações de trauma ou agressão física.”, afirma Leonardo.

Em 2011, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou relatório em que consta que entre os 100 países analisados, o Brasil é o 10º em índices de mortalidade por acidentes de trânsito. Quando tais acidentes não levam à morte, é comum que provoquem traumatismo, também na face, atingindo pele, músculos, nervos e ossos chegando, em alguns casos, a provocar dano cerebral.

Com grande frequência os ossos mais atingidos são: o nariz, a mandíbula, o zigoma (região da maçã do rosto), a maxila (arcada superior) e as órbitas (ossos em volta dos olhos). As fraturas de face podem ocasionar, além de cicatrizes e perda de sensibilidade na região lesionada, danos como alteração na visão – em decorrência de fraturas na região da órbita, paralisia facial, dificuldade de respiração, má-oclusão (dificuldade na mordida) e perdas dentárias.

Para que o tratamento das fraturas de face tenha sucesso é fundamental que seja realizado um diagnóstico preciso, que envolve consulta médica exame físico de toda a face, associados, na grande maioria das vezes, a um exame de tomografia computadorizada de face. “Existem alguns pontos dos ossos do rosto que o raio X da face não evidencia. Assim, diante de uma suspeita de fratura nessa região é indicada a tomografia de face na avaliação do paciente”, declara Leonardo.

A precisão do diagnóstico possibilita um tratamento mais eficaz. O mesmo vale para a escolha da técnica de tratamento, que interfere na recuperação do paciente. Hoje, a técnica mais moderna de tratamento cirúrgico em fraturas de face é através da Fixação Interna Rigida (FIR), por meio do uso de placas e parafusos que podem ser de titâneo ou material de polímero de glicose.

A técnica oferece ao paciente benefícios estéticos e funcionais, já que o material adequa-se muito bem aos ossos da face tornando-se bastante discreto e oferecendo estabilidade óssea: “isso é fundamental para que os ossos fraturados possam se regenerar formando o chamado “calo ósseo”, evitando as correções incompletas e instáveis das fraturas que são reconhecidas como “pseudo-artroses”, acrescenta o cirurgião.

Medidas preventivas – Em função do aumento das ocorrências desse tipo de traumatismo, tem sido estimulada a adoção de comportamentos preventivos, em especial no trânsito. Medidas legais como a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança – tanto nos bancos dianteiros como nos traseiros – e a Lei Seca, são algumas das iniciativas que tem como propósito inibir a mortalidade no trânsito e a incidência de traumatismos.

Outra medida, ainda recente, é a obrigatoriedade da presença dos airbags dianteiros nos veículos, o que possibilitaria a diminuição da gravidade das lesões craniofaciais decorrentes de acidentes de trânsito.

Entre crianças, as ocorrências são menores tanto pela elasticidade do esqueleto, já que as crianças tem ossos menos rígidos e mais flexíveis, quanto pela menor exposição a fatores de risco. O tratamento também difere da terapêutica em adultos. Isso porque, nesses casos, devido ao fato de os pacientes estarem em crescimento é preciso atentar para a mudança da estrutura óssea.

“Quando a fratura acontece em crianças o material de fixação interna rígida deve ser preferencialmente composto por polímero de glicose e água, chamado de material de fixação rígida absorvível. Assim, o sistema de fixação não atrapalha o crescimento ósseo da criança, já que com o passar de em média doze semanas é reabsorvido”, acrescenta o cirurgião.

Apesar disso, é importante que os pais fiquem atentos para evitar tais ocorrências. Eles não devem ignorar o risco de imprevistos domésticos, afinal, entre as crianças, o principal fator de risco são as quedas, especialmente de ambientes altos, como varandas e lajes. Além disso, é importante que atentem para a necessidade de exigência do uso de cintos de
segurança, sempre acompanhado com a cadeirinha e nunca no banco da frente.

Raio X

  • Os homens têm cerca de cinco vezes mais eventos traumáticos na face que as mulheres.
  • No Brasil, os traumatismos faciais tem como principal causa os acidentes de trânsito, quase sempre decorrentes da associação entre álcool e direção ou direção e excesso de velocidade.
  • Outros motivadores para tais incidências são: agressões, quedas, acidentes domésticos, ferimentos por arma de fogo, acidentes esportivos e acidentes de trabalho.

 


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